O candidato à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prometeu promover uma revolução tecnológica no Brasil em caso de reeleição, com foco em inteligência artificial e minerais críticos. As declarações foram dadas nesta quinta-feira (27), em entrevista concedida à imprensa, onde também detalhou propostas para a segurança pública e a economia.
Lula afirmou que pretende transformar o país em produtor de bens de maior valor agregado, citando a produção nacional de chips, baterias e celulares. O candidato defendeu que o Brasil amplie o controle sobre a exploração de terras raras e desenvolva inteligência artificial com linguagem portuguesa para reduzir a dependência de exportação de matérias-primas.
Na área de segurança, o candidato defendeu a aprovação da PEC da Segurança Pública e a criação de um Ministério da Segurança Pública para definir as competências de União, estados e municípios no combate ao crime organizado. Lula informou que pretende propor ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, uma cooperação contra o narcotráfico, incluindo a instalação de uma base da Polícia Federal em Manaus.
Sobre a economia, Lula não definiu um percentual para a meta da dívida pública, que atingiu cerca de 82% do Produto Interno Bruto (PIB), mas disse que o crescimento econômico é a via para melhorar essa relação. O candidato descartou a privatização dos Correios, apesar do rombo de cerca de R$ 15 bilhões, e sugeriu a realização de parcerias com empresas privadas.
Questionado sobre a fila de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que soma 1,3 milhão de pessoas, Lula prometeu reduzir a espera para aproximadamente 251 mil pessoas com um anúncio na próxima semana. Ele também afirmou que o governo já devolveu valores de fraudes em aposentadorias e pretende recuperar os recursos por meio de bens apreendidos.
Lula declarou que não interferirá nas investigações da Polícia Federal envolvendo seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, que é apurado em três inquéritos por suspeitas de corrupção e tráfico de influência. O candidato negou conhecer a lobista Roberta Luxinger e afirmou que o filho deve responder judicialmente caso tenha cometido ilícitos.
Sobre a educação, o candidato defendeu a ampliação da formação de professores e o incentivo a carreiras de engenharia e tecnologia. A fala ocorreu após a menção a um estudo de agosto que indica que seis em cada dez estudantes da rede pública concluem o ensino médio sem aprender o básico de matemática.

