Criminosos invadiram o Museu de Villena, no sudeste da Espanha, nesta quinta-feira (27) e roubaram peças do Tesouro de Villena. A ação durou quatro minutos e atingiu uma coleção de cerca de 60 itens, muitos deles feitos de ouro e datados de 3 mil anos.
O episódio ocorre dias depois de a Agência da União Europeia para Cooperação Policial (Europol) publicar um relatório sobre a mudança no perfil de crimes em instituições culturais. O documento indica que criminosos utilizam métodos mais violentos para roubar joias, metais preciosos e artefatos de alto valor.
A onda de ataques a acervos europeus nos últimos dois anos inclui a explosão de uma porta do Museu Drents, na Holanda, em 25 de janeiro de 2025. Na ocasião, foram levadas peças de ouro romenas, incluindo o capacete dourado de Cotofenesti, avaliadas em 6 milhões de euros. Os objetos foram recuperados em abril de 2026, e os autores condenados a 47 meses de prisão.
Em 19 de outubro de 2025, quatro homens disfarçados de trabalhadores invadiram o Museu do Louvre, em Paris, usando um caminhão com plataforma elevatória. Em sete minutos, roubaram oito joias da antiga Coroa francesa, com valor estimado em 88 milhões de euros. A coroa da imperatriz Eugênia foi abandonada e recuperada danificada. O caso expôs falhas no monitoramento e nas senhas de acesso do museu.
A Itália também registrou perdas recentes. No dia 22 de março de 2026, quatro homens mascarados roubaram três pinturas de Renoir, Cézanne e Matisse da Fundação Magnani Rocca, em Parma, em apenas três minutos. As obras, avaliadas em 9 milhões de euros (cerca de R$ 54,4 milhões), foram recuperadas em 14 de agosto. Já em 15 de agosto de 2026, quatro pinturas renascentistas de Antonello da Messina foram levadas de um museu na cidade de Messina, na Sicília.


