Governos do Nepal e da China monitoram a formação de dois lagos de barrera no Himalaia após um desprendimento de terra ter provocado inundações nesta quarta-feira. A catástrofe deixou ao menos 472 mortos e 1.535 desaparecidos em vales situados em ambos os lados da fronteira entre os dois países.
O desastre foi causado por um desprendimento massivo que lançou toneladas de barro e sedimentos nos leitos dos rios. O material acumulado criou obstruções naturais que formaram represas, as chamadas lagos de barrera, que agora estão sob vigilância rigorosa de Pequim e Katmandú.
A situação tornou-se delicada nesta sexta-feira (28) devido à previsão de novas chuvas na região. As autoridades alertam que o perigo se concentra rio acima, pois a ruptura dessas presas naturais pode desencadear novas riadas em áreas que já foram devastadas há dois dias.
O balanço de desaparecidos soma 1.535 pessoas. Desse total, 977 foram registradas no Nepal e 558 no Tibete. A operação de resgate e monitoramento ocorre em uma corrida contra o tempo para evitar que o volume de água acumulado transborde.
As equipes de emergência acompanham a estabilidade dos sedimentos encajados nos cauces. A possibilidade de novas inundações coloca em risco as populações locais que ainda tentam se recuperar do impacto inicial do desastre.

