Um eclipse lunar parcial deixou a Lua com tons alaranjados e avermelhados na madrugada desta sexta-feira (28), com visibilidade em todo o território brasileiro. O fenômeno atingiu o auge às 1h13, momento em que 96,2% do disco lunar ficou obscurecido pela sombra da Terra.
A aparência avermelhada, conhecida popularmente como Lua de Sangue, ocorre porque a atmosfera terrestre filtra a luz solar, espalhando a luz azul e permitindo a passagem de tons vermelhos até a superfície do satélite. O evento não foi classificado como eclipse total porque uma pequena parte da Lua permaneceu iluminada.
O obscurecimento ocorre quando a Lua atravessa a sombra da Terra, um alinhamento raro devido à órbita do satélite ser inclinada cerca de cinco graus em relação ao plano da órbita terrestre. No caso desta madrugada, a Lua atravessou profundamente a região da umbra.
Diferente dos eclipses solares, a observação lunar pode ser feita diretamente, sem a necessidade de óculos especiais ou filtros, pois não oferece risco aos olhos. O Observatório Nacional indicou que a redução da luminosidade da Lua cheia pode tornar estrelas mais perceptíveis a olho nu.
O órgão também realizou a transmissão do evento pela internet para regiões onde nuvens ou chuvas impediram a visão direta. O fenômeno foi visível em todo o Brasil, contrastando com o eclipse solar de agosto, que não pôde ser visto no país.
Novos eventos semelhantes serão raros nos próximos anos. Em 2027, os eclipses previstos são penumbrais e, em janeiro de 2028, ocorrerá um eclipse parcial com apenas 2,4% de obscurecimento no Brasil. Um eclipse lunar total visível em todo o país está previsto apenas para a noite de 25 para 26 de junho de 2029.

