Um estudo internacional da YouGov, chamado Trust in Media 2025, aponta que o público continua valorizando meios de comunicação profissionais como referência de credibilidade. O levantamento indica que 29% dos consumidores recorrem ao rádio como fonte de notícias, enquanto apenas 4% utilizam ferramentas de inteligência artificial para se informar.
A apuração indica que a confiança é o fator determinante na escolha da informação diante da multiplicação de conteúdos digitais e da facilidade de produção por IA. No Brasil, o rádio mantém essa posição devido à agilidade na cobertura de fatos locais e na prestação de serviços de utilidade pública, especialmente em emergências climáticas e situações de interesse coletivo.
O presidente do Sindicato das emissoras de rádio (SindiRádio), Roberto Cervo Melão, afirmou que a inteligência artificial fará parte da rotina das emissoras, mas não substitui a credibilidade. Segundo Melão, o ouvinte reconhece a existência de equipes comprometidas com a apuração dos fatos e a responsabilidade editorial.
O setor de radiodifusão tem expandido sua presença em plataformas digitais por meio de streaming, podcasts, aplicativos e redes sociais. A integração tecnológica busca ampliar o alcance do meio sem abrir mão dos princípios de confiabilidade.
O comunicador Nélson Sirotsky explicou que o rádio é insubstituível por carregar a confiança construída em décadas. Para ele, a inteligência artificial pode acelerar processos, mas não entrega a conexão comunitária e o olhar humano.
A tendência global aponta para a valorização de fontes profissionais capazes de verificar fatos e contextualizar acontecimentos em um ambiente de avalanche de conteúdos produzidos por máquinas. O estudo reforça que a inovação não substitui a necessidade de veículos que entreguem conteúdo com responsabilidade editorial.

