Mensalidades de creches nas cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo apresentam variação entre valores inferiores a R$ 1 mil e quantias que superam R$ 7 mil. O levantamento, que reuniu cerca de 300 escolas de educação infantil, aponta que os preços oscilam conforme a localização, a infraestrutura e a carga horária oferecida.
A maioria das instituições com tempo parcial, que oferecem de quatro a cinco horas de aula diárias, cobra entre R$ 1 mil e R$ 3 mil. Já no regime integral, com carga superior a sete horas, a faixa de preço mais comum situa-se entre R$ 3 mil e R$ 5 mil. Unidades localizadas em áreas nobres tendem a apresentar os custos mais elevados.
Beatriz Martins, coordenadora pedagógica do Brazilian International School (BIS), de São Paulo, afirmou que a escolha da escola deve considerar se os valores da família estão alinhados ao propósito e à visão da instituição sobre a infância.
O mapeamento detalha serviços como alfabetização bilíngue, acesso a câmeras de segurança em tempo real e veto ao uso de telas. A infraestrutura analisada inclui a presença de parques infantis, salas de repouso, hortas, piscinas e a porcentagem de salas com ar-condicionado ou adaptadas para pessoas com deficiência.
A seleção das escolas considerou instituições com ao menos 30 alunos e média de até 12 crianças por professor. O critério baseou-se em resolução de 2024 do Conselho Nacional de Educação (CNE), que define limites de alunos por educador para garantir a atenção e a interação com as famílias.
As regras do CNE estabelecem que, para bebês de zero a 12 meses, o limite é de cinco crianças por educador. Para a faixa de um a dois anos, o limite sobe para oito, chegando a 12 crianças para bebês de dois a três anos, 18 para crianças de três a 48 meses e 20 para alunos de quatro e cinco anos.

