O governo da China suspendeu as operações de resgate no Tibete nesta sexta-feira (28) após o rompimento de um lago formado por detritos. A medida ocorre dois dias depois de deslizamentos de terra na fronteira com o Nepal causarem a morte de mais de 470 pessoas e deixarem centenas de desaparecidos.
O presidente Xi Jinping presidiu reunião com dirigentes do Politburo do Partido Comunista Chinês para coordenar as buscas. Segundo a agência estatal Xinhua, a determinação é empenhar todos os esforços possíveis para localizar as vítimas desaparecidas, tanto em território chinês quanto em solo estrangeiro.
A interrupção dos trabalhos no lado tibetano aconteceu quando a água do lago represado começou a avançar em direção ao posto fronteiriço de Gyirong. A televisão estatal CCTV informou que a área já havia sido atingida pelo desastre inicial.
A polícia do Nepal também emitiu alertas sobre o risco de novas inundações. A corporação orientou equipes de segurança, socorristas e moradores a buscarem locais seguros imediatamente, após receber informações sobre o rompimento na encosta tibetana.
Autoridades chinesas afirmaram que a região apresenta “muitos perigos ocultos”, citando a instabilidade de geleiras, lagos glaciais e outros desastres geológicos. Esses fatores, somados a novas movimentações de terra, dificultam o acesso das equipes de socorro.
O governo chinês avalia o envio de ajuda emergencial ao Nepal e a ampliação da cooperação internacional para o socorro às vítimas. O deslizamento original destruiu áreas habitadas e atingiu pessoas que realizavam peregrinação ao Monte Kailash.


