O rei Harald V da Noruega morreu nesta sexta-feira (28), às 6h35, aos 89 anos, no Hospital Nacional de Oslo, o Rikshospitalet. O monarca, internado desde o dia 17 de agosto, deixa o trono para seu filho, o príncipe herdeiro Haakon, de 53 anos, que assume automaticamente a chefia da monarquia.
O Palácio Real informou que a morte ocorreu tranquilamente. Harald sofria de anemia hemolítica, doença que causa a destruição rápida de glóbulos vermelhos, e tratava também uma infecção bacteriana no sangue. O estado de saúde do rei era considerado extremamente grave desde quinta-feira, período em que familiares permaneceram ao seu lado.
Haakon deve agora informar o governo sobre o falecimento e convocar os integrantes da administração. O novo rei passou a noite ao lado do pai antes do anúncio. O primeiro-ministro Jonas Gahr Store declarou estar profundamente triste com a perda do monarca.
No Palácio Real, a bandeira foi colocada a meio-mastro enquanto cidadãos deixavam flores no local. Maja Otvik, de 36 anos, disse que o rei era um símbolo do país. Harald V assumiu o trono em 1991, após a morte do pai, Olav, e recusou-se a abdicar do cargo por ter jurado mandato vitalício perante o Parlamento.
Durante o reinado, o monarca ficou conhecido por promover a tolerância. Em discurso de 2016, afirmou que os noruegueses são compostos por pessoas com diferentes orientações sexuais e diversas crenças religiosas, incluindo quem acredita em Deus, Alá, no Universo ou em nada.
A família real enfrentou crises recentes. Em janeiro, mensagens revelaram amizade entre a princesa Mette-Marit e o financista Jeffrey Epstein entre 2011 e 2014. A princesa, que recebeu um transplante de pulmão em junho por doença incurável, é mãe de Marius Borg Høiby. O jovem de 29 anos foi condenado em junho a quatro anos de prisão por dois estupros e outras 32 acusações, aguardando novo processo em prisão domiciliar.

