O rei Harald da Noruega morreu nesta sexta-feira (28), às 6h35, no Hospital Universitário de Oslo, aos 89 anos. O monarca, que era o chefe de Estado cerimonial do país desde 1991 e o mais velho da Europa, estava internado desde 17 de agosto para tratar uma anemia hemolítica.
O palácio real informou em comunicado que o falecimento ocorreu em paz. Na quinta-feira (27), a instituição havia alertado que o estado de saúde do rei era extremamente grave, o que levou a rainha Sonja e o príncipe herdeiro Haakon a cancelarem compromissos oficiais. Com a morte do pai, Haakon assume o trono.
O histórico médico de Harald incluiu a colocação de um marca-passo em 2024 e uma cirurgia para tratar câncer de bexiga em 2003. Apesar dos problemas de saúde recorrentes, o monarca recusou a abdicação, alegando ter feito um juramento vitalício perante o parlamento norueguês.
Os últimos anos do reinado foram marcados por crises familiares. A princesa herdeira Mette-Marit foi alvo de críticas após a divulgação de mensagens trocadas com Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais, entre 2011 e 2014. O primeiro-ministro Jonas Gahr Støre acusou a princesa de falta de julgamento, ao que ela respondeu com um pedido de desculpas público.
Outro ponto de turbulência foi a condenação de Marius Borg Hoiby, filho de Mette-Marit e enteado do rei. Em junho, o homem de 29 anos foi sentenciado a quatro anos de prisão por dois estupros e outras 32 acusações, incluindo violência contra ex-companheira. A sentença está sob recurso.
Nascido em 1937, Harald foi evacuado para a Suécia e Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial, fugindo da invasão nazista. Ao longo de seu governo, adotou posturas progressistas, defendendo publicamente a diversidade sexual e a liberdade religiosa em discurso realizado em 2016.

