O Acordo de Residência do Mercosul permite que cidadãos brasileiros solicitem residência temporária de até dois anos no Peru baseando-se apenas na nacionalidade. A medida garante o direito imediato de viver, transitar, estudar e trabalhar legalmente no país, que se destaca como um dos destinos mais acessíveis da América Latina.
A residência permanente pode ser obtida após três anos, enquanto a cidadania por naturalização pode ser solicitada após dois anos de residência legal. O processo não exige a apresentação de contrato de trabalho, comprovação de renda mínima ou qualificação profissional.
Em Lima, o aluguel de um apartamento de um quarto custa, em média, entre S/. 1.200 e S/. 2.000 (R$ 1.800 a R$ 2.900). O gasto mensal com alimentação para uma pessoa solteira, incluindo refeições em restaurantes, varia de S/. 1.190 a S/. 1.870 (R$ 1.800 a R$ 2.800). Valores são menores em cidades como Arequipa ou Trujillo.
O salário mínimo peruano é de S/. 1.130 (cerca de R$ 1.800). Já o salário médio, ajustado pela Paridade de Poder de Compra (PPC) por órgãos como Banco Mundial e FMI, é de US$ 1.300. O índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do país é de 0,794.
O sistema de saúde é fragmentado em cinco setores. O Ministério da Saúde (MINSA) gere o Seguro Integral de Saúde (SIS) para populações vulneráveis, enquanto o EsSalud atende trabalhadores formais. Como não há previsão de acesso de estrangeiros indocumentados ao SIS, a recomendação é a contratação de seguro privado durante a regularização.
Apesar dos atrativos econômicos, a instabilidade política é um ponto de atenção. O país teve nove presidentes nos últimos 10 anos e ocupa a 107ª posição no Global Peace Index 2026, sendo classificado como pouco seguro, o que ocasiona protestos pontuais.


