O estoque total das operações de crédito do Sistema Financeiro Nacional (SFN) somou R$ 7,4 trilhões em julho, com alta de 0,3% no mês. Os dados foram divulgados pelo Banco Central nesta sexta-feira (28), indicando que o crédito para pessoas físicas cresceu 0,8%, totalizando R$ 4,6 trilhões, enquanto o segmento para pessoas jurídicas recuou 0,7%, para R$ 2,7 trilhões.
No acumulado de 12 meses, o crédito total apresentou alta de 9,5%. O crescimento foi de 10,8% para as famílias e de 7,4% para as empresas. Já o estoque de crédito com recursos livres alcançou R$ 4,2 trilhões em julho, registrando queda de 0,1% no mês e alta de 7% no período anual.
A taxa média de juros das concessões ficou em 32,1% ao ano em julho, recuo de 1,2 ponto percentual no mês. No crédito livre, a taxa média foi de 47,7% ao ano. Para pessoas físicas, os juros do crédito livre caíram 3,9 pontos percentuais no mês, para 60% ao ano, mas permanecem 1,6 ponto percentual acima do nível de julho de 2025. O índice para pessoas jurídicas subiu 1,1 ponto percentual, para 25,4% ao ano.
A inadimplência da carteira total de crédito do SFN chegou a 4,9% em julho, alta de 0,3 ponto percentual no mês e 0,9 ponto percentual em 12 meses. O índice foi de 5,8% entre as famílias e 3,3% entre as empresas. No crédito com recursos livres, a inadimplência total atingiu 6,4%, sendo 7,8% para pessoas físicas e 4,2% para pessoas jurídicas.
O saldo do crédito ampliado ao setor não financeiro somou R$ 21,9 trilhões em julho, o equivalente a 164,9% do Produto Interno Bruto (PIB). O indicador avançou 0,1% no mês e 11,9% em um ano. O resultado foi influenciado por altas em títulos públicos, empréstimos do SFN e títulos de dívida securitizados, que compensaram a queda de 2,4% nos empréstimos externos.
Dados de junho indicam que o endividamento das famílias ficou em 49,8%, nível estável em relação a maio. O comprometimento de renda subiu 0,4 ponto percentual no mês e 1,7 ponto percentual em 12 meses, atingindo 28,9%.

