A confiança do setor de serviços do Brasil avançou 1,2 ponto em agosto, atingindo 89,0 pontos, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (28) pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado recupera parte da perda de 3,0 pontos registrada no mês de julho.
O Índice de Situação Atual (ISA-S), que mede a percepção sobre o momento presente do setor, subiu 1,3 ponto e chegou a 90,8 pontos. Já o Índice de Expectativas (IE-S), referente às perspectivas para os próximos meses, teve alta de 1,0 ponto, para 87,3 pontos.
Stéfano Pacini, economista do Instituto Brasileiro de Economia (IBRE), explicou que o movimento de alta não se disseminou por todos os segmentos. Segundo ele, a subida pode refletir uma compensação após a forte queda ocorrida em julho.
Pacini afirmou que o resultado interno foi favorecido pelo recuo recente da inflação e por um mercado de trabalho resiliente. O economista informou, porém, que os juros reais elevados e o endividamento das famílias atuam como contrapesos.
A trajetória do setor no segundo semestre é acompanhada com cautela, já que o avanço do El Niño ameaça pressionar os preços de energia e alimentos. Para o economista, isso pode fazer com que um eventual afrouxamento da política monetária demore mais do que o previsto.
No início do mês, o Banco Central (BC) reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, fixando-a em 14,00% ao ano. Foi o quarto corte consecutivo. A instituição deixou os próximos passos em aberto, alegando que manterá a restrição adequada para garantir a convergência da inflação à meta.

