O Bradesco BBI elevou a recomendação para as ações da Petrobras de Neutral para Outperform, equivalente a compra, em relatório publicado nesta sexta-feira (28). A mudança ocorre após um recuo nos papéis da companhia nas últimas semanas, acompanhando a queda nos preços do petróleo, e um crescimento de produção acima do previsto.
Os analistas Vicente Falanga, Gustavo Sadka e Leandro Neto afirmaram que o desempenho operacional superior criou uma assimetria positiva para o papel. Segundo o relatório, os preços das ações estariam baixos demais para a entrega atual da companhia. A estimativa de retorno é de 25% até o fim de 2027.
Na semana passada, os papéis da petroleira recuaram 0,59%, embora acumulem valorização de 39% em 2026. O Bradesco BBI aponta que a proximidade das eleições brasileiras também impacta a análise. No Índice de Medo e Ganância da instituição, a companhia apresenta potencial de valorização de até 62% no cenário otimista, enquanto o cenário pessimista indica perda de 9% nos ADRs.
Três gatilhos positivos foram identificados: o resultado das eleições, a continuidade do crescimento na produção e um possível aumento nos preços dos combustíveis após o pleito. O BBI informou que a Petrobras tem vendido combustíveis abaixo da paridade de exportação por um longo período.
Entre os riscos, a casa cita a possibilidade de queda mais forte nos preços do petróleo após o fim de conflitos bélicos. Outra preocupação envolve a alocação de capital no curto prazo, especialmente a possível injeção de recursos na Braskem.
As ações da petroquímica subiram mais de 14% nesta quinta-feira (27). O movimento ocorreu após a ampliação de um limite de linha de crédito com a Petrobras, que passou de R$ 350 milhões para R$ 2,35 bilhões para a compra de matérias-primas, segundo informaram as empresas na quarta-feira (26).

