O fenômeno El Niño deve se intensificar durante o mês de setembro, com probabilidade de consolidação superior a 90% na categoria de forte intensidade. A mudança climática deve gerar uma temporada de ciclones tropicais no Oceano Pacífico, além de elevar os riscos de ondas de calor e eventos extremos.
O meteorologista Ben Noll afirmou que a rapidez na formação de ciclones no Pacífico poderá dificultar a contagem dos eventos. Na região Niño 1+2, próxima ao Peru e ao Equador, a temperatura está 4,32°C acima da média, valor que se aproxima do recorde histórico de 4,67°C registrado em 1983. No Pacífico Equatorial, região Niño 3.4, as anomalias já superam 1,8°C.
A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) informou que o Brasil já está sob influência de um El Niño forte. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) prevê que a persistência do fenômeno em setembro impactará as regiões brasileiras de formas distintas, com distribuição de chuvas irregular.
As previsões indicam chuvas abaixo da média e condições de seca para as regiões Norte e Nordeste. Já no Sul, a tendência é de volumes de precipitação mais elevados e recorrentes, com risco de temporais, tempo severo e a possibilidade de novos episódios de ciclones e tornados.
A região Sul também deve registrar entradas alternadas de massas de ar frio e frentes frias, mesmo com a previsão de períodos mais quentes. No restante do país, o fortalecimento do fenômeno deve causar períodos de calor mais longos e intensos durante o próximo mês.
O El Niño ocorre pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial, geralmente em intervalos de cinco a sete anos. O processo altera a circulação atmosférica global, modificando os níveis de chuva e as temperaturas em diversos locais do planeta.


