O Banco de Brasília (BRB) destinou R$ 300 mil para patrocinar a 6ª Maratona Internacional de João Pessoa, na Paraíba. O acordo, firmado por inexigibilidade com a empresa TR Crono Comércio e Serviços Ltda, foi publicado no Diário Oficial do Distrito Federal no dia 26 de agosto, quase um mês depois da realização do evento.
A prova ocorreu nos dias 1º e 2 de agosto no Centro de Convenções da capital paraibana. O contrato, com vigência de 31 de julho a 31 de outubro de 2026, não detalha as contrapartidas oferecidas ao banco, a estimativa de exposição da marca ou os critérios técnicos que justificaram o investimento.
O gasto ocorre enquanto a instituição enfrenta investigações da Polícia Federal sobre operações com o Banco Master, incluindo a compra de carteiras de crédito e a tentativa de aquisição daquela instituição. O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, está preso desde abril no âmbito da Operação Compliance Zero. A defesa do ex-dirigente nega as acusações.
A Polícia Federal solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) mais 60 dias para concluir o inquérito, após encontrar indícios de envolvimento de outros diretores do banco na aprovação dos negócios. A apuração envolve a Diretoria Colegiada da instituição.
O BRB mantém outras relações com a Paraíba. Desde abril de 2025, o banco administra cerca de R$ 2,6 bilhões em depósitos judiciais e administrativos do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB). O contrato, assinado em março de 2025, envolve o pagamento de precatórios e alvarás.
Em janeiro de 2026, o TJPB abriu um procedimento administrativo para monitorar a capacidade técnica e financeira do BRB devido aos desdobramentos do caso Master, mas manteve o contrato em vigor. Anteriormente, em abril de 2022, a Câmara Municipal de João Pessoa concedeu o título de cidadão pessoense a Paulo Henrique Costa.


