O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, afirmou a executivos do mercado financeiro que não pretende disputar a reeleição caso vença o pleito de outubro. O compromisso foi apresentado como condição para a implementação de reformas profundas na economia, segundo relatos de participantes de um encontro realizado nesta sexta-feira (28).
A promessa foi bem recebida pelos presentes na reunião ocorrida na residência de Marcelo Kayath, ex-presidente do Credit Suisse no Brasil. Entre os participantes estavam representantes do Itaú Unibanco, Bradesco, Santander, B3, Nubank, Gerdau e Votorantim.
Questionado sobre os altos índices de rejeição junto ao eleitorado, Flávio Bolsonaro disse que pretende adotar um perfil conciliador. Segundo as pessoas que acompanharam a conversa, a característica é vista pelo candidato como um diferencial em relação ao comportamento do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. A estratégia deve ser integrada à comunicação da campanha.
Sobre a composição de seu governo, o candidato afirmou que a ausência de coligações com outros partidos oferece maior liberdade para a escolha de sua equipe. Ele citou Daniella Marques, ex-presidente da Caixa, como sua principal auxiliar, especialmente na montagem do grupo técnico para a área econômica.
Pessoas próximas ao político informaram que um novo nome para a equipe deve ser anunciado durante entrevista ao Jornal Nacional, que vai ao ar nesta sexta-feira (28). A indicação não será para a pasta da economia.

