O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) disputará as eleições deste ano sem palanque oficial no Piauí. O senador não obteve apoio na coligação de oposição liderada por Joel Rodrigues (PP), grupo que optou pela neutralidade na disputa presidencial para manter uma frente ampla no Estado.
A chapa de oposição estadual incluiu o empresário Tiago Junqueira, do PL, para a disputa ao Senado, mas deixou de fora o apoio a Flávio Bolsonaro. Joel Rodrigues afirmou que a aliança reúne partidos com simpatizantes tanto do presidente Lula quanto de Flávio Bolsonaro, citando o Solidariedade como exemplo. Segundo Rodrigues, o foco do grupo é a população do Estado e não a defesa de um presidente.
A situação reflete o desgaste entre o senador Ciro Nogueira, presidente nacional do PP, e o entorno do ex-presidente Jair Bolsonaro. Nogueira foi citado em investigações sobre o Banco Master, o que levou Flávio a retirá-lo da lista de senadores com apoio explícito para a reeleição em 2026.
Apesar do distanciamento, Ciro Nogueira declarou no dia 2 de agosto, durante a convenção do PL no Piauí, que seu voto será do candidato à Presidência. O senador é o padrinho político de Joel Rodrigues.
O PL já havia enfrentado dificuldades no Estado em 2022, quando o candidato ao governo, Coronel Diego, desistiu da disputa a uma semana do pleito com menos de 5% das intenções de voto. Sem a estrutura de Rodrigues, Flávio Bolsonaro fica sem base oficial em um estado com 2,7 milhões de eleitores.
Enquanto isso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém palanque consolidado no Piauí por meio da chapa governista do Partido dos Trabalhadores (PT).


