O presidente Donald Trump assinou, nesta quinta-feira (27), uma ordem executiva que altera a denominação do Lago Ontário para “Lago América” em referências federais dos Estados Unidos. A decisão foi rejeitada pelo primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, e por governantes de Nova York e de províncias canadenses.
Mark Carney afirmou que o nome do lago tem mais de 400 anos, precedendo a Confederação do Canadá e a Declaração de Independência dos Estados Unidos. O primeiro-ministro declarou que os canadenses estão cientes da “realidade da nomeação” e que o corpo d’água, que faz fronteira com a província de Ontário e o estado de Nova York, continuará a ser chamado de Lago Ontário.
A medida ocorre em meio a uma guerra comercial escalada entre as duas nações. Na última semana, negociações entre os governos colapsaram, resultando na imposição de tarifas mútuas. O decreto de Trump aplica-se apenas a documentos e referências federais americanas, sem determinar como o Canadá ou outros países devem se referir ao local.
A governadora de Nova York, Kathy Hochul, disse que o estado não adotará a nova nomenclatura. No Canadá, o premiê de Ontário, Doug Ford, e o líder da oposição, Pierre Poilievre, também condenaram a ordem. O prefeito de Brampton, Patrick Brown, classificou a mudança como “preposterosa”, enquanto o premiê de Manitoba, Wab Kinew, comparou a ação a uma tentativa de repetir a renomeação do Golfo do México para “Golfo da América”, ocorrida no ano passado.
Nos Estados Unidos, parlamentares democratas criticaram a iniciativa. A deputada Debbie Dingell, de Michigan, anunciou a intenção de apresentar o projeto de lei “Hands Off Our Great Lakes Act” para anular a mudança. O líder da minoria na Câmara, Hakeem Jeffries, afirmou que o presidente priorizou a renomeação do lago em vez de resolver a disputa comercial que gera custos financeiros aos cidadãos.

