O Ministério das Relações Exteriores do Nepal afirmou, nesta sexta-feira (28), que o país não precisa de ajuda estrangeira para as operações de busca e resgate após enchentes repentinas. O desastre atingiu várias cidades e causou a morte de cerca de 500 pessoas, com centenas de estrangeiros ainda desaparecidos.
A inundação devastou áreas como o distrito de Rasuwa, localizado próximo à fronteira com a China. A força das águas arrasou localidades inteiras e danificou projetos hidrelétricos. Segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lok Bahadur Chhetri, as agências de segurança do país já coordenam os esforços de resgate.
A Coreia do Sul informou que enviou uma equipe de resposta e planeja mandar socorristas especializados. Nove sul-coreanos que trabalhavam em uma usina hidrelétrica estão desaparecidos e outros 10 seguem isolados. O governo de Seul prometeu US$ 1 milhão em assistência humanitária via organizações internacionais.
A apuração indica que Índia, China, Estados Unidos, Reino Unido, Japão, Sri Lanka e Bangladesh também solicitaram ao governo nepalês a permissão para que suas equipes auxiliassem na operação. O Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul afirmou que continuará negociando a entrada de socorristas.
Dinesh Bhattarai, ex-embaixador do Nepal nas Nações Unidas em Genebra, explicou que a relutância em aceitar ajuda pode estar ligada à localização de Rasuwa. A região faz fronteira com o Tibete chinês, área considerada sensível para Pequim. Chhetri negou que a decisão tenha relação com a China, reiterando que as equipes locais conduzem a operação.
O Ministério das Relações Exteriores da China não respondeu aos pedidos de esclarecimento sobre a recusa do Nepal em aceitar o apoio externo.


