A esposa de Aurélio Campos de Oliveira foi presa nesta sexta-feira (28), em Goiatuba, suspeita de orquestrar o assassinato do marido. A Polícia Civil apurou que a mulher teria contratado dois homens por R$ 50 mil para executar a vítima, visando receber um seguro de vida de R$ 1 milhão.
O corpo de Aurélio foi encontrado no dia 1º de maio, em uma fazenda na cidade, com marcas de tiros e pauladas. A investigação indica que a vítima foi dopada com medicamentos veterinários. A esposa teria enviado vídeos do marido em situação de vulnerabilidade aos executores e deixado a residência para que o crime fosse cometido em uma área isolada.
Indícios de planejamento prévio foram encontrados pela polícia, incluindo pesquisas feitas pela mulher sobre plantas venenosas. O seguro de vida no valor milionário havia sido contratado quatro meses antes do homicídio, período em que ela também teria convencido o marido a adotar a filha adolescente dela, fruto de outro relacionamento.
Segundo a apuração, os dois cúmplices foram vistos em um bar após o crime, afirmando que a esposa da vítima pagaria a conta. A suspeita teria retornado ao local às 0h40 para fotografar vestígios do crime, reportando o desaparecimento de Aurélio apenas às 6h da manhã.
Aurélio era filho do médico Armando Campos de Oliveira, fundador do Hospital Casa de Saúde São José em Goiatuba. A vítima foi velada na Funerária Santa Rita e sepultada no Cemitério São Sebastião.
Como os executores do crime ainda não foram identificados, as defesas dos envolvidos não foram contatadas.

