O Ministério Público de Goiás (MP-GO) instaurou um inquérito civil para investigar a regularidade de podas de árvores em vias e logradouros públicos de Goiânia. A apuração, assinada nesta quinta-feira (27) pelo promotor Paulo Henrique Martorini, foca em denúncias de podas drásticas e mutilações atribuídas à Equatorial ou a empresas contratadas pela concessionária.
A investigação foi motivada por notícias acompanhadas de fotos e vídeos que indicam intervenções incompatíveis com a legislação municipal e critérios técnicos. Entre os casos citados está o de um oiti na Avenida Vereador José Monteiro, no Setor Negrão de Lima, que teria sofrido uma “poda em U” em novembro de 2025. Outro registro aponta acúmulo de resíduos no passeio público da Avenida Paracatu, na Vila Pedroso.
O MP-GO requisitou que a Equatorial apresente, em 10 dias úteis, um relatório detalhado de todas as podas realizadas nos últimos três meses em áreas públicas. O documento deve informar data, endereço, espécie da árvore, empresa responsável, motivo da intervenção e percentual da copa removida, além de registros fotográficos e autorizações da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma).
A Amma informou que determinou a suspensão imediata das podas pela concessionária em fevereiro deste ano após descumprimentos de termo de cooperação. Segundo o órgão, foi firmado um novo acordo técnico que exige a presença de profissional com Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) e análise prévia da agência para intervenções não emergenciais. A prefeitura relatou que a Equatorial já sofreu autuações em 2026.
Em nota, a Equatorial Goiás afirmou que recebeu a notificação nesta sexta-feira (28) e prestará os esclarecimentos solicitados. A companhia declarou que executa o serviço de “livramento de rede” para retirar galhos que oferecem risco ao sistema elétrico, seguindo normas da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e manuais elaborados com a prefeitura para evitar interrupções no fornecimento de energia.


