O psiquiatra e candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) afirmou que, se eleito, convocará juristas brasileiros e estrangeiros para analisar a possibilidade de anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Cury declarou que o julgamento realizado não foi suficiente para decidir sobre a medida.
Durante sabatina, o candidato defendeu que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) devem sofrer impeachment caso cometam erros. Cury propôs a implementação de mandatos fixos de oito anos para os magistrados, extinguindo a vitaliciedade na Corte, e sugeriu que as próximas duas vagas sejam preenchidas por mulheres.
Na área política, o escritor manifestou-se contra a reeleição e defendeu a adoção do parlamentarismo no Brasil. Segundo Cury, o país já vive um sistema parlamentarista de fato, mas não de direito, e que a criação de um primeiro-ministro chancelado pelo Congresso permitiria a queda do governante via moção de desconfiança em casos de impopularidade ou corrupção.
Questionado sobre seu posicionamento ideológico, Cury disse ter “mente capitalista” e “coração social”, recusando-se a se classificar como de direita ou de esquerda. Ele afirmou que busca evitar a polarização e a “guerra interminável” entre os dois campos políticos.
Sobre a formação de um eventual governo, o candidato negou que montará um “governo de amigos”. Cury buscou se distanciar de Pablo Marçal (PRTB), que já manifestou apoio público à sua candidatura. O psiquiatra informou que não considerou Marçal para cargos de ministro, apesar da relação de amizade.


