O juiz Lucas Caetano Marques de Almeida condenou Diego Fonseca Borges a 19 anos, quatro meses e 22 dias de prisão em regime fechado pelo feminicídio de Ielly Gabriele Alves, de 23 anos. O crime ocorreu em novembro de 2023, em Jataí, no sudoeste de Goiás, e foi registrado por vídeo no celular da vítima.
O julgamento terminou às 6h desta sexta-feira (28), após 21 horas de sessão iniciada na quinta-feira (27). O Conselho de Sentença reconheceu o dolo e três qualificadoras: motivo torpe, emboscada ou recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio. O magistrado determinou o cumprimento imediato da pena.
A pena-base foi fixada em 14 anos e três meses, elevada posteriormente devido à reincidência do réu, que possui condenação por roubo transitada em julgado em 2016, e ao uso de recurso para impossibilitar a defesa de Ielly. Como o crime ocorreu em 2023, foi aplicada a legislação da época, que previa penas de 12 a 30 anos.
O crime aconteceu na noite de 4 de novembro de 2023, em uma estrada de terra na zona rural de Jataí. Segundo o Ministério Público de Goiás (MPGO), o relacionamento era marcado por ciúmes, ameaças e agressões. No dia do homicídio, o homem convidou a jovem para ir ao rancho de um tio e, em local ermo, efetuou o disparo.
Ielly filmava a conversa com o celular por medo, pois o agressor estava armado. A gravação, entregue por um familiar à polícia, registrou o momento do tiro e tornou-se prova central do processo. Após o disparo, o homem levou a vítima ao Hospital das Clínicas Dr. Serafim de Carvalho, onde ela morreu.
Aos policiais, o condenado afirmou inicialmente que a jovem teria sido baleada por dois homens em uma motocicleta durante um assalto. A versão foi descartada após a análise do vídeo. O delegado Thiago Saad, responsável pela investigação, informou que os elementos reunidos indicavam que o crime foi planejado e não um disparo acidental.


