O endividamento das famílias brasileiras com o sistema financeiro manteve-se estável em 49,8% em junho, informou o Banco Central (BC) nesta sexta-feira (28). O índice aproxima-se do pico da série histórica, registrado em março e abril, quando atingiu 0,1 ponto percentual acima do nível atual.
Ao excluir as dívidas imobiliárias, o endividamento recuou de 31,1% em maio para 30,8% em junho. No entanto, o comprometimento da renda das famílias com o Sistema Financeiro Nacional (SFN) teve alta, subindo de 28,5% para 28,9%. Sem considerar os empréstimos imobiliários, esse indicador passou de 26,2% para 26,6%.
No segmento de habitação, o estoque de operações de crédito para pessoas físicas cresceu 1,4% em julho em relação a junho. O saldo total dessas operações chegou a R$ 1,415 trilhão, o que representa uma alta de 13,7% no acumulado de 12 meses.
As operações de crédito livre para compra de veículos por pessoa física também registraram alta de 1,0% em julho, totalizando R$ 409,566 bilhões. O crescimento acumulado em um ano para essa categoria é de 10,3%.
O saldo do crédito ampliado ao setor não financeiro, que engloba empréstimos no SFN e operações com títulos públicos e privados, subiu 0,1% em julho. O montante atingiu R$ 21,878 trilhões, valor equivalente a 164,9% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, informou o BC.
Já o saldo do crédito ampliado destinado a empresas apresentou queda de 0,3% em julho, situando-se em 54,4% do PIB.

