A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alertou, nesta sexta-feira (28), que anéis inteligentes utilizados para acompanhar indicadores de saúde e desempenho físico não devem ser usados para diagnóstico médico. A agência informou que dados de bem-estar não substituem consultas, exames ou avaliações profissionais.
Os dispositivos utilizam sensores para coletar informações sobre frequência cardíaca, qualidade do sono e oxigenação do sangue. Segundo a Anvisa, produtos comercializados exclusivamente para bem-estar, sem finalidade clínica, não exigem regulamentação sanitária. Já aparelhos e softwares destinados a funções médicas estão sujeitos a regras específicas.
A agência informou que não existe, atualmente, software médico regularizado para utilizar exclusivamente dados provenientes de anéis inteligentes. A atuação do órgão também abrange os programas responsáveis por analisar as informações obtidas pelos sensores dos acessórios.
A compra de produtos destinados à saúde sem regularização pode trazer riscos, como resultados imprecisos, desempenho inadequado e falhas de segurança. A falta de registro dificulta a rastreabilidade do equipamento, o que prejudica a investigação de problemas ou a realização de recolhimentos de lotes.
A Anvisa orientou que o consumidor tenha cautela com aplicativos que prometem transformar dados de anéis em diagnósticos. A verificação dos registros nos canais oficiais da agência é a forma de identificar se o produto ou software está regularizado para a finalidade anunciada.


