A técnica de Body Hair Transplant utiliza pelos corporais, principalmente da região da barba, para complementar a área doadora tradicional em homens com calvície extensa. O procedimento busca ampliar a cobertura do couro cabeludo em pacientes com quadros avançados que não possuem fios suficientes na cabeça para a recuperação total.
Os pelos da barba são considerados eficazes por serem geralmente mais espessos que os fios do couro cabeludo, o que contribui para a sensação de maior densidade no resultado final. Segundo o médico especialista em transplante capilar Paulo Lu Tai Zon, é possível extrair até 4 mil folículos de regiões como o rosto, pescoço e área abaixo do queixo.
Estudos publicados no Dermatologic Surgery e pela Sociedade Internacional de Cirurgia de Restauração Capilar (ISHRS) indicam taxas de sobrevivência dos folículos da barba entre 80% e 90%. Esses índices são superiores aos de outros pelos corporais usados como doadores.
Dados do ISHRS Practice Census mostram que 7,5% dos procedimentos de extração folicular (FUE) que utilizam áreas doadoras secundárias recorrem aos fios da barba. O volume é maior do que o uso de pelos do peito, que representam cerca de 2,4% dos casos.
O médico explica que a técnica não substitui o cabelo, mas funciona como um complemento dentro de um planejamento individualizado. A estratégia consiste em avaliar a qualidade dos fios para decidir onde serão melhor aproveitados, especialmente em casos de calvície grande.
A procura por transplantes capilares no Brasil tem crescido entre homens de 30 a 55 anos, faixa etária mais associada à calvície em progressão. O sucesso do procedimento depende do planejamento sobre as diferenças de textura e ciclo de crescimento entre as regiões do corpo.


