Operações de resgate continuam nesta sexta-feira (28) após uma avalanche devastar áreas na fronteira entre Nepal e China. Até agora, 584 corpos foram localizados, sendo 579 no Nepal e cinco no Tibete, enquanto mais de 1,9 mil pessoas seguem desaparecidas, incluindo turistas e peregrinos que visitavam a região do Himalaia.
O Centro Geológico dos Estados Unidos (USGS) informou que a tragédia começou com o colapso parcial de uma geleira. O deslizamento gerou uma corrente de água, gelo e sedimentos que destruiu veículos, pontes e casas. Reservatórios de água formados pelo material acumulado romperam-se nesta sexta-feira, elevando o risco para as equipes de socorro.
No Nepal, o Exército localizou mais de cem pessoas que estavam presas no túnel de um projeto hidrelétrico. Cerca de 350 moradores e trabalhadores foram retirados de zonas de risco com o apoio de helicópteros.
A China enviou um grupo inicial de 21 socorristas ao posto fronteiriço de Gyirong. O governo de Xi Jinping ofereceu assistência ao país vizinho. Entre os desaparecidos estão dezenas de peregrinos hindus que viajavam ao Monte Kailash, no Tibete. Uma sobrevivente relatou que dois de três ônibus de seu grupo foram arrastados.
A Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho estima que 93 mil moradores tenham sido afetados. A União Europeia anunciou a liberação de € 2 milhões em ajuda emergencial.
A catástrofe é considerada a pior no Nepal desde o terremoto de 2015, ocasião em que quase 9 mil pessoas morreram.

