A candidata ao Senado Benedita da Silva (PT) defendeu, nesta sexta-feira (28), em Três Rios, que igrejas e lideranças religiosas tenham maior participação no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher. Em entrevista à Rádio 92 FM, a deputada federal afirmou que a segurança pública e a proteção das vítimas não são suficientes sem um trabalho de conscientização social.
Benedita da Silva disse que a conscientização deve alcançar especialmente os homens para evitar que episódios iniciais de violência evoluam para casos graves. A candidata citou a Lei Maria da Penha como um avanço, mas defendeu o reforço nas políticas de proteção. Segundo ela, a evangelização deve contemplar questões sociais prementes que costumam ser negligenciadas.
Sobre a gestão pública, a deputada relembrou sua atuação como governadora do Rio de Janeiro, quando trabalhou na capacitação de forças policiais para o atendimento de vítimas. Ela afirmou que o desafio atual é garantir infraestrutura e suporte real, para que os mecanismos legais tenham capacidade de resposta.
A candidata também defendeu a substituição da escala de trabalho 6×1 pela 5×2. Benedita declarou que a jornada atual consome o tempo do trabalhador, impedindo cuidados com a saúde e a família. Para a deputada, o impacto é maior entre as mulheres, que utilizam o único dia de folga para realizar tarefas domésticas.
Ao comparar a proposta com a criação do 13º salário e do salário mínimo, ela afirmou que direitos trabalhistas não são obstáculos ao desenvolvimento. A deputada argumentou que tais medidas constroem uma sociedade mais justa e uma economia mais forte.
Em Três Rios, Benedita falou sobre o desenvolvimento regional e a localização estratégica do município na ligação com Minas Gerais e São Paulo. Ela defendeu investimentos em logística, infraestrutura e qualificação profissional, integrando políticas locais com o fortalecimento da universidade e da economia do entorno.
A candidata citou sua experiência como vereadora, deputada, senadora, vice-governadora, governadora e ministra para fundamentar sua disputa por uma das duas vagas ao Senado pelo Rio de Janeiro.

