O Goldman Sachs reduziu em 55% a estimativa de lucro líquido ajustado da Hapvida para 2027, projetando agora um resultado de R$ 287 milhões. A atualização do modelo ocorreu após a divulgação dos balanços do segundo trimestre de 2026 e considera novas tendências operacionais e projeções macroeconômicas.
As ações da companhia recuavam 3,05%, cotadas a R$ 6,35, por volta das 14h20 desta sexta-feira (28). No menor valor do dia, os papéis chegaram a R$ 6,30. O banco reiterou a recomendação neutra, mas baixou o preço-alvo para o final do ano de R$ 12 para R$ 8 por ação.
A revisão baseia-se em receita menor, aumento da alavancagem e maior pressão de judicialização. O banco prevê que a Hapvida perca quase metade dos 947 mil beneficiários registrados no segundo trimestre, devido à rentabilidade negativa desses contratos, o que causaria queda de 3,8% na receita.
A margem de lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustada para 2027 é de 8,3%, valor 0,6 ponto percentual abaixo da projeção anterior. O Goldman Sachs informou que as despesas com contingências devem crescer acompanhando as ações judiciais.
Sobre a dívida, a Hapvida encerrou o segundo trimestre com índice de alavancagem de 1,6x dívida líquida/Ebitda ajustado, abaixo do limite de 3,0x. No entanto, o banco avalia que a companhia se mostra mais restritiva quando analisada por metodologias alternativas.
A empresa deve avançar em iniciativas de recuperação da operação no Sudeste nos próximos meses. Analistas indicam que a venda de ativos não essenciais, mencionada pela administração em teleconferências recentes, poderia acelerar a redução da alavancagem e impulsionar as ações.
No acumulado do ano, os papéis da Hapvida registram queda de 55%, enquanto o Ibovespa apresenta alta de 9%. Segundo o banco, o momento deve continuar desafiador até o fim do ano.


