O Índice de Confiança de Serviços (ICS) avançou 1,2 ponto na passagem de julho para agosto, atingindo 89,0 pontos, segundo informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta sexta-feira (28). O resultado, na série com ajuste sazonal, indica a recuperação de parte da queda registrada no mês anterior.
Na média móvel trimestral, o índice apresentou estabilidade com alta de 0,1 ponto, fechando em 89,2 pontos. Stéfano Pacini, economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), afirmou em nota que a alta foi puxada tanto pela percepção da situação atual quanto pelas expectativas futuras, embora o movimento não tenha se disseminado por todos os segmentos.
O cenário interno foi favorecido pelo recuo recente da inflação e pela resiliência do mercado de trabalho. Pacini explicou que os juros reais elevados e o endividamento das famílias atuam como contrapesos. O economista citou ainda que o avanço do El Niño pode pressionar os preços de energia e alimentos, o que pode retardar um eventual afrouxamento da política monetária.
A melhora do ICS refletiu a alta nos dois componentes do indicador. O Índice de Situação Atual (ISA-S) subiu 1,3 ponto, para 90,8 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE-S) avançou 1,0 ponto, chegando a 87,3 pontos.
No ISA-S, o volume de demanda atual cresceu 0,6 ponto, para 91,2 pontos, e a situação atual dos negócios subiu 2,0 pontos, para 90,3 pontos. Já a demanda prevista para os próximos três meses aumentou 2,1 pontos, para 86,8 pontos, enquanto a tendência dos negócios para os próximos seis meses permaneceu estável em 88,0 pontos.

