Os candidatos ao governo do Rio de Janeiro iniciaram a veiculação de propagandas eleitorais na televisão nesta sexta-feira (28). Eduardo Paes (PSD) e Douglas Ruas (PL) adotaram narrativas distintas para vincular os adversários a administrações responsáveis pelos problemas fiscais e de segurança do estado, enquanto Anthony Garotinho (Republicanos) ficou fora da estreia.
Eduardo Paes abriu sua propaganda com imagens no interior, visitando produtores rurais e tocando sanfona, em tentativa de ampliar sua imagem para além da capital. O candidato associou a crise política e de segurança a grupos que comandaram o estado a partir de 2019, citando as gestões de Wilson Witzel e Cláudio Castro. A peça também mencionou a prisão de Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).
Douglas Ruas, desconhecido para 59% do eleitorado segundo pesquisa Genial/Quaest, focou sua narrativa na violência em São Gonçalo. Em um plano-sequência, o candidato correu por vielas para descrever a insegurança como a maior ferida do Rio. Ruas vinculou Paes a Sérgio Cabral, Luiz Fernando Pezão e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sem mencionar que foi secretário de Cidades no governo Castro.
O candidato do PL também utilizou imagens ao lado de Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro para contrapor sua geração à de Paes, a quem classificou como parte de um grupo que se reveza no poder há 30 anos. William Siri (PSOL/Rede), que encerrou o bloco com 32 segundos de tela, definiu-se como economista, evangélico e socialista, afirmando que a direita destruiu o estado.
A ausência de Anthony Garotinho alterou a sequência do bloco, que deveria ter sido aberta por ele. O ex-governador foi impedido de participar do horário eleitoral e de debates por decisão liminar do Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ). A corte suspendeu os repasses do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha ao candidato.
A decisão do TRE-RJ ocorreu após ação da coligação de Paes. O entendimento do desembargador Bruno Bodart, seguido por unanimidade, é que Garotinho estaria inelegível por oito anos devido a condenação por improbidade administrativa transitada em julgado em 2025. A defesa do político sustenta que a punição já teria se esgotado, pois a contagem teria começado em 2018.

