O Brasil criou 58,5 mil empregos com carteira assinada em julho, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego divulgados nesta sexta-feira (28). O resultado representa uma queda de 56,3% em comparação ao mesmo mês de 2025 e é o pior desempenho para julho desde 2020, início da série histórica do indicador.
No acumulado do ano até julho, o país registrou a criação de 972,2 mil postos formais. O volume é 21% inferior ao período equivalente de 2025, quando foram abertas 1,22 milhão de vagas. Este é o menor saldo registrado para os primeiros sete meses de um ano desde 2020.
Os números integram o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que contabiliza o saldo entre admissões e desligamentos de trabalhadores com vínculo formal. O levantamento não inclui autônomos sem registro ou trabalhadores informais.
A desaceleração ocorre após um ciclo de forte geração de vagas. Em julho do ano passado, o mercado de trabalho apresentou um saldo significativamente maior do que o observado agora, evidenciando a perda de ritmo na abertura de postos ao longo de 2026.
Apesar da queda no emprego formal, a taxa de desemprego geral segue em níveis baixos. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgados na quinta-feira (27), apontam que o índice ficou em 5,3% no trimestre móvel encerrado em julho.
O resultado da Pnad Contínua, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é o menor para o período desde o início da série em 2012. A diferença entre os indicadores deve-se à metodologia, já que o IBGE considera tanto trabalhadores formais quanto informais.

