O bairro do Jurunas, em Belém, recebe até o dia 5 de setembro a terceira edição do ciclo formativo Sankofa Amazônica. Promovida pelo Instituto Negritar, a programação gratuita foca em cultura, ancestralidade, agroecologia e sustentabilidade, com prioridade para moradores de territórios periféricos e comunidades tradicionais da capital paraense.
As atividades iniciaram em agosto e seguem neste sábado (29) com a oficina Ressignificando. A ação propõe o reaproveitamento de resíduos sólidos e orgânicos, além de discutir alternativas de preservação do território local.
A coordenadora do projeto, Andrezza Mota, informou que a edição homenageia Nilma Bentes, Maria Malcher, Zélia Amador de Deus e Silair. A iniciativa prioriza a participação de pessoas trans e mães, oferecendo ajuda de custo para participantes em situação de vulnerabilidade e cuidadores para crianças durante as formações.
As atividades ocorrem no Espaço Ecoamazônias, área verde criada há três anos por Joyce Cursino para demonstrar a produção de alimentos em espaços urbanos reduzidos. No dia 5 de setembro, a culminância do projeto celebra o Dia da Amazônia com a vivência Sons, Timbres e Tons, conduzida pelo Mestre Dimmi.
A programação de encerramento inclui feira criativa, tenda de cuidados com massoterapia, palco aberto e a exibição de cinco curtas-metragens do projeto Telas em Movimento. Haverá também a participação da Astedem e da Casa Cura, além de rodas de carimbó e batuques.
O evento final presta homenagem ao mestre Lourival Igarapé, falecido em agosto de 2025. O defensor da natureza plantou uma cuieira no terreno onde hoje funciona o Espaço Ecoamazônias.


