O Tribunal do Júri de Jataí condenou Diego Fonseca Borges a 19 anos, 4 meses e 22 dias de reclusão pela morte de Ielly Gabriele Alves, de 23 anos. A decisão, anunciada na madrugada desta sexta-feira (28), reconheceu o crime como feminicídio, com motivo torpe e emboscada, após a vítima gravar o momento do disparo com o celular.
O crime ocorreu em novembro de 2023, na zona rural de Jataí. Segundo a denúncia, o casal mantinha um relacionamento de um ano e meio marcado por ciúmes, discussões e ameaças. O condenando levou a jovem até um rancho e, em seguida, por uma estrada de terra, onde parou o veículo em um trecho isolado e sacou uma arma.
Ao notar a situação, a mulher iniciou a gravação com o aparelho celular, que registrou o instante em que ela foi atingida. Após o tiro, o homem a levou a um hospital e afirmou que ela teria sido vítima de uma tentativa de assalto. Ielly não resistiu aos ferimentos.
A defesa de Diego Fonseca Borges alegou que o disparo foi acidental e solicitou a desclassificação para homicídio culposo, mas a tese foi rejeitada pelos jurados. O vídeo feito pela vítima foi utilizado como prova fundamental para a apuração das circunstâncias da morte.
A pena-base foi fixada em 14 anos e três meses, sendo elevada para 19 anos, 4 meses e 22 dias devido a agravantes como a reincidência e o uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima. O cumprimento da pena será em regime fechado imediato.
Além da reclusão, a sentença determinou que o condenado pague R$ 250 mil aos familiares da vítima como indenização por danos morais.


