Um levantamento realizado pela Ford em parceria com o Datafolha revelou que 98% das médias e grandes corporações do Brasil encontram dificuldades para contratar mão de obra qualificada em tecnologia. O déficit é mais acentuado entre especialistas em inteligência artificial (35%) e engenheiros de software (31%), impactando a inovação nas empresas.
A escassez de profissionais prolonga os processos seletivos. Metade das organizações leva de 30 a 60 dias para preencher vagas, enquanto 25% das empresas demandam até 90 dias. Os principais motivos para a demora são a ausência de domínio técnico (72%) e a pouca experiência prática dos candidatos (54%).
Dados da consultoria Robert Half indicam que 29% das companhias que demitiram funcionários para substituir equipes por sistemas automatizados de IA precisaram reabrir as contratações para os mesmos postos. A Forrester Research estimou que 55% dos executivos se arrependeriam de cortes relacionados à IA em até 18 meses.
Segundo o modelo Gartner Hype Cycle, esse cenário sinaliza a entrada da IA Generativa no chamado “Vale da Desilusão”, fase em que o mercado reconhece a necessidade do discernimento humano. Leonardo Barros, CEO da Framework Digital, afirmou que a inteligência artificial deve automatizar tarefas operacionais de programação para liberar desenvolvedores para o planejamento arquitetural e segurança.
Para mitigar a rotatividade, algumas empresas adotam a Alocação Gerenciada, modelo que oferece suporte de governança técnica e desenvolvimento profissional. A Framework Digital utiliza a plataforma Talent.AI para reduzir a triagem de candidatos de 20 para dois dias, permitindo alocações em 24 horas.
A estratégia de alocação de equipes qualificadas é aplicada em operações de escala. Na Localiza&Co, foram alocados mais de 120 profissionais de TI em squads ágeis. A Unimed-BH também utiliza a parceria com a Framework Digital em iniciativas tecnológicas da operadora de saúde.


