O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, nesta sexta-feira (28), de um ato de campanha em Salvador, na Bahia, para apoiar o governador Jerônimo Rodrigues e os candidatos ao Senado Rui Costa e Jaques Wagner. Durante o evento, o petista evitou responder a questionamentos sobre a atuação de seu filho, Fábio Luís, e da lobista Roberta Luchsinger no governo.
Lula desfilou em carro aberto ao lado dos aliados, mas a entrevista coletiva prevista pela equipe de campanha não ocorreu. Em vez de responder a jornalistas, o presidente fez um pronunciamento com elogios à própria gestão, citando a criação de instituições de ensino superior no estado. O evento ocorreu no bairro da Liberdade, onde o presidente descreveu a atividade como uma “caminhada pela liberdade”.
A assessoria do presidente divulgou nota nesta sexta-feira para tentar corrigir a declaração dada por Lula em sabatina na TV Globo, na noite de quinta-feira, quando ele afirmou não conhecer Roberta Luchsinger. O texto diz que registros fotográficos em eventos públicos não comprovam ligação pessoal, profissional ou política, e que o presidente não mantém interlocução com a lobista.
No discurso, Lula criticou a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmando ter retirado o Brasil de uma “lama” em 2023. Sobre a economia, declarou ter recebido um déficit fiscal de 2,8% e que agora entrega um orçamento com superávit de 0,1%.
O presidente informou que 20 dos 24 campi universitários baianos foram criados em gestões petistas. Detalhou que o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) destinou R$ 112 bilhões à Bahia, com R$ 52 bilhões já executados e o restante previsto até 2029.
Lula defendeu a produção nacional de chips, baterias, celulares e carros, focando em minerais críticos. Citou a importância da aprovação do PL do Redata no Senado, prevista para a semana que vem, com potencial de atrair R$ 500 milhões em investimentos.


