Uma nova geração de medicamentos contra a obesidade, que inclui comprimidos de uso diário e substâncias que atuam em diferentes mecanismos de saciedade e metabolismo, registra perdas de peso de até 28% em estudos clínicos. As alternativas buscam ampliar as opções de tratamento para além das canetas injetáveis.
O orforglipron, desenvolvido pela Eli Lilly e administrado por via oral, levou a uma redução média de 11,2% do peso corporal após 16 meses em teste com mais de 3 mil adultos. Mulheres na peri e pós-menopausa apresentaram perda média de 14%. A substância também é avaliada para casos de hipertensão, síndrome dos ovários policísticos e diabetes tipo 2. A AstraZeneca também estuda a substância elecoglipron.
Outra linha de pesquisa utiliza a retatrutida, que atua simultaneamente nos receptores de GLP-1, GIP e glucagon. Em acompanhamento prolongado, a perda média de peso chegou a cerca de 28%, com parte dos participantes superando a marca de 30%. O medicamento é avaliado também para pacientes com problemas nos joelhos associados à obesidade, mas ainda não está disponível para tratamento regular.
A preservação da massa muscular é outro foco dos estudos para evitar perdas proteicas durante emagrecimentos significativos. O bimagrumabe é a substância estudada para favorecer a manutenção ou o aumento dos músculos enquanto ocorre a redução da gordura corporal.
Investigadores também analisam análogos de amilina, que reproduzem a ação de um hormônio liberado com a insulina para regular a saciedade. Essas opções seguem em desenvolvimento clínico e dependem de conclusão de testes de eficácia e segurança para eventual aprovação por órgãos reguladores.


