A copresidente da Nicarágua, Rosario Murillo, consolidou o controle total sobre a Corte Suprema de Justiça (CSJ) após a renúncia de Alba Luz Ramos, presidente do órgão. A decisão foi aceita pela Assembleia Nacional, controlada pelo governo, nesta quarta-feira (27), encerrando um processo de purga iniciado em outubro de 2023.
Ramos alegou razões de saúde para justificar a saída e anunciou a aposentadoria. A magistrada atuou como integrante do tribunal máximo por 38 anos, tendo ocupado a presidência da instituição por 16 anos consecutivos.
O movimento finaliza uma reestruturação da cúpula judicial que começou há quase três anos. Desde outubro de 2023, a gestão de Murillo promoveu demissões em massa e a saída de diversos magistrados.
A recomposição do quadro da CSJ permitiu a substituição de figuras leais ao presidente Daniel Ortega por nomes alinhados à copresidente. O processo resultou em uma nova configuração do sistema judiciário do país.
A Assembleia Nacional, que possui maioria governista, formalizou a aceitação do pedido de renúncia na data de ontem, completando a transição de comando da instância máxima da Justiça nicaraguense.

