O candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, prometeu nesta sexta-feira (28) implementar um corte expressivo de impostos, reduzir cargos comissionados no serviço público e combater a corrupção. As declarações foram dadas durante sabatina conduzida pelos jornalistas César Tralli e Renata Vasconcellos nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro.
Durante a entrevista, Flávio Bolsonaro anunciou o médico Cláudio Lottenberg como seu futuro ministro da Saúde em caso de vitória nas urnas em outubro. O candidato defendeu um ajuste fiscal rigoroso para conter a dívida pública e os juros, propondo a diminuição do número de ministérios e a eliminação de mais de 1.000 atos normativos logo no início da gestão.
Questionado sobre a relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso por suspeita de fraude financeira, o parlamentar admitiu ter pedido patrocínio para o filme biográfico de seu pai, Jair Bolsonaro. Ele afirmou que a relação era exclusivamente ligada ao financiamento da obra, negou ter recebido dinheiro pessoalmente ou oferecido contrapartidas políticas e defendeu que houve a devida prestação de contas.
Sobre a política externa, Flávio Bolsonaro negou que o sistema Pix seja negociável com os Estados Unidos. Ele também comentou as tarifas de 50% impostas por Donald Trump sobre produtos brasileiros, afirmando ter pedido ao governo americano o cancelamento da medida e atribuindo parte da responsabilidade ao governo Lula.
O candidato rejeitou as condenações de Jair Bolsonaro, classificando o processo como farsa, e prometeu anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. Sobre o sistema eleitoral, disse que respeitará o resultado das eleições, embora tenha afirmado que vencerá no primeiro turno.
Em temas de segurança e justiça, Flávio justificou a concessão da Medalha Tiradentes a Adriano da Nóbrega, ex-capitão do Bope e apontado como chefe de milícia, alegando que na época ele era visto como policial exemplar. Sobre o deputado Rodrigo Bacellar, preso por vazar sigilos da PF, disse que as acusações de ligação com o Comando Vermelho seriam gravíssimas se comprovadas.
No campo ambiental, o candidato declarou não acreditar que o aquecimento global seja causado pela atividade humana, definindo os fenômenos como ciclos naturais. Ele não apresentou política climática detalhada, focando suas propostas em saneamento básico e combate a lixões e crimes na Amazônia.

