O júri de um tribunal em Massachusetts, nos Estados Unidos, entrou em fase de deliberação nesta quinta-feira (27) para decidir a responsabilidade criminal de Lindsay Clancy, de 36 anos. A enfermeira é acusada de estrangular os três filhos pequenos em sua residência, na cidade de Duxbury, em janeiro de 2023.
Clancy não nega ter matado Cora, de cinco anos, Dawson, de três anos, e Callan, de oito meses. A disputa jurídica concentra-se no estado mental da mulher durante os crimes. A defesa sustenta que a acusada sofria de psicose pós-parto e ouviu uma voz que ordenava a morte das crianças, o que a tornaria inocente por razões de insanidade.
Os advogados afirmam que a enfermeira buscou ajuda médica diversas vezes antes dos fatos, mas recebeu atendimento inadequado. Segundo a tese defensiva, a crise psiquiátrica comprometeu a capacidade de Clancy de compreender a realidade. Após os assassinatos, ela se jogou de uma janela do segundo andar e ficou paralisada da cintura para baixo.
A promotoria reconhece que a mulher possuía doença mental e já havia tentado suicídio, mas argumenta que os crimes foram premeditados. Para os procuradores, a condição psiquiátrica não a incapacitava de entender a natureza de suas ações ou as consequências dos atos, que foram descritos como particularmente cruéis.
O julgamento durou cinco semanas. Se o júri aceitar a tese de insanidade, a ré poderá ser isentada de responsabilidade criminal. Caso a acusação prevaleça e a premeditação seja comprovada, a enfermeira pode ser condenada a prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional.


