Um estudo divulgado nesta terça-feira (25) concluiu que 24,5% de jogadores e ex-jogadores da National Football League (NFL) apresentam sinais de encefalopatia traumática crônica (CTE). A pesquisa analisou os cérebros de 235 atletas que morreram entre 2016 e 2021, identificando a doença degenerativa em 215 deles.
A CTE é provocada por pancadas sucessivas na cabeça e provoca sintomas como perda de memória, depressão, dores de cabeça e alterações de comportamento. A condição, também chamada de demência pugilística, possui um diagnóstico preciso que só pode ser realizado após a morte do paciente.
O levantamento totalizou 878 óbitos no período estudado, mas 643 cérebros não foram analisados. Segundo a apuração, existe a possibilidade de o percentual de incidência da doença ser maior do que os 24,5% registrados na amostra.
Daniel Daneshvar, autor principal do estudo, afirmou que a causa da doença neurodegenerativa é conhecida e pode ser controlada. Ele sugeriu que a prática do esporte com tackle, que envolve contato físico, seja proibida para crianças e durante os treinamentos para mudar o cenário atual.
A NFL declarou, em nota, que trabalha para tornar o esporte mais seguro. A liga afirmou manter o compromisso de garantir que a comunidade tenha acesso a recursos para promover o bem-estar físico e mental.


