A África do Sul apresenta custo de vida competitivo para quem possui rendimentos em moedas fortes e utiliza o inglês como idioma oficial, mas enfrenta desafios críticos de segurança em áreas urbanas. O país implementou, em outubro de 2024, um sistema de imigração baseado em pontos para desburocratizar a contratação de estrangeiros.
O novo Sistema Baseado em Pontos (PBS) isenta o empregador de comprovar a inexistência de candidatos locais quando o estrangeiro atinge 100 pontos, somados por formação, salário, experiência e idioma. O Critical Skills Work Visa é a via mais procurada por profissionais qualificados, pois garante a pontuação mínima e permite a solicitação imediata de residência permanente.
Para outras categorias, o país oferece o General Work Visa e o visto de Nômade Digital, válido por três anos. Este último exige renda bruta anual de cerca de R$ 180 mil e contrato formal com empresa estrangeira, não permitindo a residência permanente. Aposentados necessitam de renda passiva externa de aproximadamente R$ 10.200 mensais.
A documentação para qualquer visto exige certificado de vacinação contra febre amarela para brasileiros e relatório radiológico para detecção de tuberculose para maiores de 12 anos. Estudantes devem contratar seguro saúde de operadora sul-africana credenciada e podem trabalhar até 20 horas semanais.
No aspecto financeiro, o aluguel de um apartamento de um quarto em zonas centrais da Cidade do Cabo, como Sea Point ou Gardens, custa entre ZAR 12.500 e ZAR 18.500 (R$ 3.500 a R$ 5.200). O gasto mensal com alimentação para uma pessoa solteira varia de ZAR 2.000 a ZAR 3.000 (R$ 650 a R$ 1.000).
O cenário de segurança é o ponto mais crítico para quem planeja a mudança. O país ocupa a 123ª posição no Global Peace Index 2026, com registros frequentes de roubos de veículos e assaltos à mão armada. Enquanto bairros como Sandton e Rosebank, em Joanesburgo, são considerados seguros, o centro da cidade e a região de Hillbrow exigem atenção.
O salário mínimo nacional é de ZAR 30,23 por hora, totalizando cerca de ZAR 5.300 (R$ 1.600) mensais para jornadas de 40 horas semanais. Já o salário médio mensal, ajustado pela Paridade de Poder de Compra (PPC), é de US$ 4.800, medida utilizada por órgãos como Banco Mundial e FMI para comparar o padrão de consumo real entre países.

