O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou como “amadorismo irresponsável” a postura de quem nega o aquecimento global e reduz investimentos no combate às mudanças climáticas. A declaração foi publicada neste sábado (29) no X, em resposta a falas do senador Flávio Bolsonaro sobre a natureza cíclica de eventos climáticos extremos.
Lula afirmou que a gestão do Brasil exige preparo e compromisso com a ciência, alegando que o negacionismo ambiental coloca o país na lógica de “passar a boiada”. O presidente não citou nominalmente o adversário político, mas a postagem ocorreu um dia após o senador Flávio Bolsonaro declarar, em sabatina na imprensa, que épocas de mais calor são efeitos cíclicos e que o saneamento básico é a principal resposta ambiental.
Sobre a infraestrutura urbana, Lula declarou que o saneamento básico é fundamental. Ele informou a destinação de R$ 23 bilhões para obras de abastecimento, esgoto e resíduos desde 2023, além de R$ 3,5 bilhões para retomar empreendimentos que haviam sido abandonados por gestões anteriores.
O presidente explicou que o enfrentamento da crise ambiental requer atuação integrada. Como exemplo, citou a criação da Sala de Situação para lidar com os impactos do El Niño em 2026, iniciativa que contou com investimento de R$ 1,3 bilhão e a participação de 24 ministérios.
No combate a incêndios, Lula disse ter destinado R$ 500 milhões do Fundo Amazônia para a compra de veículos e equipamentos, além do fortalecimento do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
De acordo com o presidente, essas medidas resultaram em reduções no desmatamento de 50% na Amazônia, 32,5% no Cerrado e 63% no Pantanal.


