O Exército dos Estados Unidos interceptou e destruiu uma embarcação suspeita de tráfico de drogas no Pacífico oriental nesta sexta-feira (28). A operação foi coordenada com o governo do Equador, marcando a primeira ação conjunta desse tipo entre os dois países para combater o narcotráfico na região.
O Comando Sul dos EUA (SOUTHCOM) informou que a embarcação funcionava como um posto de reabastecimento flutuante em águas internacionais. Segundo a organização, informações de inteligência confirmaram que o veículo já era alvo de sanções do Departamento do Tesouro e operava em apoio ao grupo Los Choneros.
A tripulação foi encaminhada a um porto no sudoeste do Equador, enquanto a embarcação foi destruída. Um vídeo divulgado pelo comando militar mostra o momento da explosão do barco. No porto de Manta, Darlin Macías, integrante do grupo levado pelas forças americanas, negou envolvimento com o tráfico e afirmou que pescadores são atacados por piratas e pelos Estados Unidos.
A iniciativa integra uma campanha de bombardeios aéreos contra embarcações de narcotráfico no Caribe e no Pacífico Oriental, lançada há um ano pelo governo de Donald Trump. A estratégia já resultou em mais de 200 mortes.
O presidente equatoriano, Daniel Noboa, mantém combate ao narcotráfico com auxílio militar americano. O país também faz parte do Escudo das Américas, coalizão antidrogas liderada por Trump que reúne cerca de 20 nações da América Latina e do Caribe.
A Human Rights Watch (HRW) denunciou que três embarcações foram atacadas por forças dos EUA na costa equatoriana entre janeiro e março deste ano, com pelo menos oito desaparecidos. Washington nega relação com esses casos.


