Aliados do senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), avaliaram positivamente a participação do político em entrevista ao Jornal Nacional nesta sexta-feira (29). Segundo pessoas próximas, o resultado ficou acima das expectativas internas, superando a apreensão anterior de que o candidato pudesse demonstrar nervosismo ou reações exaltadas.
A avaliação da campanha é que o senador manteve uma postura calma e sem rompantes. Para integrantes do grupo, o principal ganho foi evitar a comparação direta com o ex-presidente Jair Bolsonaro, reforçando a estratégia de se apresentar como um candidato moderado para atrair eleitores que ainda não decidiram o voto ou não se identificam com o grupo bolsonarista.
Durante a conversa, Flávio fez um aceno à apresentadora Renata Vasconcellos, após críticas do presidente Lula (PT) a uma pergunta da jornalista na noite anterior. A movimentação é vista como uma tentativa de melhorar a relação com a imprensa e ampliar a interlocução com o eleitorado feminino.
Apesar do balanço positivo, aliados identificaram deslizes. Ao ser questionado sobre o aquecimento global, o senador citou eventos climáticos extremos, mas não os relacionou a ações humanas. A equipe de campanha avaliou que a resposta agradou apenas quem já está alinhado ao candidato, falhando em conquistar novos eleitores em um tema considerado relevante.
Outro ponto crítico foram as perguntas sobre o banqueiro Daniel Vorcaro e o filme Dark Horse. Embora tenha seguido as respostas preparadas após treinamento intenso, Flávio não se comprometeu a divulgar o contrato da obra. Um auxiliar da campanha afirmou que a postura não conquistou novos votos, pois quem não acreditava no candidato manteve a opinião.
A participação foi considerada positiva no balanço geral por ter evitado riscos de perda de controle diante de questionamentos rígidos. A leitura interna é que o senador cumpriu o planejamento e passou pela entrevista sem grandes sustos.


