O número de mortos pelas enchentes que atingiram o Nepal chegou a 676 neste sábado (29), segundo as autoridades do país. O desastre foi provocado pelo colapso de uma geleira na quarta-feira (26), que desencadeou uma inundação repentina e destruiu cidades, pontes e usinas hidrelétricas próximas à fronteira com a China.
O governo estima que a reconstrução das regiões afetadas exigirá entre US$ 4 bilhões e US$ 5 bilhões, o equivalente a cerca de R$ 20,8 bilhões a R$ 26 bilhões. A agência de desastres do Nepal registra 669 mortes e 2.426 desaparecidos, enquanto mais de 3.700 pessoas foram resgatadas. Do lado chinês, as autoridades contabilizam sete mortos e mais de 550 desaparecidos.
Avaliações preliminares indicam que o rompimento da geleira teria bloqueado temporariamente o curso de um rio antes da enxurrada. A destruição atingiu escolas, hospitais, estradas e instalações de energia, incluindo a perda de cerca de duas dezenas de pontes, o que comprometeu o transporte e a comunicação nas áreas atingidas.
O ministro das Relações Exteriores, Shisir Khanal, informou que o país não necessita de equipes estrangeiras para buscas e salvamentos gerais, mas solicitou apoio internacional especializado. As demandas incluem o resgate de vítimas em túneis de usinas hidrelétricas, a recuperação de sistemas de comunicação e a realização de testes de DNA para identificação de corpos.
Khanal explicou que o Nepal não possui experiência suficiente e equipamentos específicos para essas atividades. O sistema de saúde local também está sobrecarregado, com hospitais enfrentando dificuldades para armazenar os corpos recuperados por falta de refrigeração adequada.
Equipes de resgate continuam a localizar vítimas nas regiões de Chitwan e Nawalparasi, situadas a cerca de 100 quilômetros do epicentro do desastre. O governo nepalês pediu à Índia e à China a antecipação da reabertura de rotas de transporte e comunicação para acelerar a chegada de suprimentos.


