O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou nesta sexta-feira (28) que as novas sanções impostas pelos Estados Unidos prejudicam a economia do país. A declaração altera a posição anterior do líder, que havia dito dias antes que as medidas não alcançariam o território iraniano.
Em entrevista à televisão estatal, Pezeshkian disse que o país está em estado de guerra e deve aceitar as condições impostas por essa situação. O presidente rebateu quem afirma que as sanções não possuem efeito prático sobre a nação.
O governo do Irã classificou as medidas econômicas como “terrorismo de Estado” e “crime contra a humanidade”. A administração iraniana defendeu que outros países não implementem as restrições impostas por Washington.
Paralelamente, o líder supremo, o aiatolá Mojtaba Khamenei, proibiu a realização de atos populares que possam comprometer a coesão social. A decisão ocorre sob a preocupação de que a crise econômica provoque protestos internos.
As restrições fazem parte da operação Exilados Econômicos, lançada pelo Departamento do Tesouro dos EUA na segunda-feira (24). A ofensiva, chamada de “Dia D econômico”, visa cortar as fontes de financiamento do governo de Teerã e da Guarda Revolucionária.
A ação atingiu quase 60 alvos, entre pessoas, empresas e embarcações. Os setores afetados incluem petróleo, tecnologia nuclear, mísseis, transporte e ciberatividade, além de redes utilizadas para burlar sanções anteriores.
O governo de Donald Trump avisou que países que não cortarem laços comerciais com o Irã também enfrentarão sanções.

