O governo do Nepal calculou, neste sábado (29), que a reconstrução das áreas destruídas por inundações na cordilheira do Himalaia deve custar entre US$ 4 bilhões (R$ 20,7 bilhões) e US$ 5 bilhões (R$ 25,9 bilhões), valor que representa quase 10% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.
O levantamento foi divulgado pelo ministro das Finanças, Swarnim Waglé. As enchentes foram provocadas por um deslizamento e uma avalanche glacial ocorridos na quarta-feira (26). A catástrofe causou ao menos 682 mortes, sendo 675 no Nepal e sete na região do Tibete, na China.
Quase 3 mil pessoas estão desaparecidas, incluindo mais de 700 estrangeiros, em sua maioria praticantes de trilhas e peregrinos hindus vindos da Índia. Waglé afirmou que o cálculo é preliminar e que o país deve precisar de menos recursos do que no terremoto de 2015, quando foram necessários US$ 9 bilhões (R$ 46,7 bilhões) para a reconstrução.
As inundações arrastaram vilarejos e destruíram mais de 20 pontes na região de fronteira. O desastre atingiu usinas de energia que respondem por mais de 12% da capacidade de geração do Nepal, economia dependente de turismo, remessas de trabalhadores no exterior e energia hidrelétrica.
As buscas foram suspensas temporariamente neste sábado por causa do mau tempo. O governo rejeitou apoio estrangeiro para resgates gerais, mas o ministro das Relações Exteriores, Shisir Khanal, solicitou suporte técnico para exames de DNA, armazenamento de corpos e retirada de pessoas presas em túneis.
A China enviou cinco especialistas em resgate em túneis para auxiliar nas operações em uma usina hidrelétrica.

