O mercado de body splash no Brasil registrou crescimento de 154% na receita até setembro de 2024, movimentando R$ 35 milhões, segundo dados da consultoria Circana. O país se tornou o maior mercado da categoria na América Latina, impulsionado pela integração de fragrâncias à rotina de autocuidado e praticidade.
O avanço ocorre em um setor de beleza expressivo para a economia nacional. A Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC) informou que o Brasil foi o terceiro maior mercado consumidor de beleza e cuidados pessoais do mundo em 2024, com consumo de US$ 37,4 bilhões e 5,8% de participação global. Na América Latina, o país detém 43,4% do mercado.
A mudança no consumo reflete a busca por produtos que permitam a reaplicação durante o dia, como no trabalho ou após atividades físicas. Essa tendência favorece o layering, técnica de combinar diferentes aromas para criar assinaturas olfativas personalizadas, o que estimula a compra de múltiplas fragrâncias.
Empresas ampliaram portfólios para acompanhar a demanda. O Boticário registrou alta de 33% nas vendas de body splash em 2024, com a comercialização de mais de 13 milhões de produtos após o lançamento de 17 famílias de fragrâncias. Em 2026, marcas como Cimed, Spoiler, Avon, Natura e Lojas Renner expandiram a atuação no segmento.
A influência digital é outro fator determinante. Um levantamento da Buzzmonitor indicou que o body splash foi o quinto termo mais mencionado na categoria de beleza em redes sociais, com 8% das menções. O comportamento é impulsionado especialmente pela Geração Z, que prioriza a descoberta de novas notas olfativas e a possibilidade de colecionar itens.
Dados da Kantar apontam que o mercado de perfumes faturou R$ 18 bilhões nos 12 meses encerrados em julho de 2025, alta de 15% em receita e 17% em volume de unidades vendidas. No período, 65% dos lares brasileiros consumiam perfumes.


