O governo do chanceler federal Friedrich Merz pretende acusar oficialmente a Rússia, nos próximos dias, por tentativas de ataques com drones explosivos no Aeroporto de Leipzig/Halle. A decisão deve ser acompanhada por ações diretas da Alemanha e novas sanções da União Europeia, segundo a imprensa local.
O anúncio está previsto para o início da próxima semana, coincidindo com a reunião de ministros das Relações Exteriores da UE na Irlanda, nesta terça-feira. No entanto, Merz pode antecipar a decisão. Um porta-voz do governo alemão não confirmou a notícia, alegando que a chancelaria não comenta especulações.
No dia 4 de agosto, um drone com explosivos foi capturado próximo a uma aeronave ucraniana Antonov An-124 Ruslan, utilizada para transporte de suprimentos militares. O aparelho foi inutilizado por um funcionário do aeroporto com um chute. De acordo com a apuração, o artefato não explodiu porque o detonador teria se desprendido.
Investigadores suspeitam que um segundo drone tenha colidido com um avião de carga da DHL, sem causar danos graves. No dia 14 de agosto, outro drone foi encontrado em um campo em Kabelskental, a oeste do aeroporto. No local, a polícia descobriu cerca de 50 gramas de uma substância suspeita de ser o explosivo militar hexogênio.
O Ministro do Interior, Alexander Dobrindt, afirmou que potências estrangeiras estão por trás do incidente e que o caso de Leipzig faz parte de uma rede maior. O aeroporto é utilizado como centro de logística militar e de carga pela Otan e pela Antonov Airlines da Ucrânia.
O Ministério Público Federal classificou a ação como um ataque grave à infraestrutura de transportes e logística na Alemanha. O caso está sob investigação do Departamento Federal de Investigações da Alemanha, o BKA.

